Na hora de preparar pão, há um ingrediente que dificilmente fica de fora da receita: a farinha. Nos últimos tempos, porém, ela passou a ganhar uma nova versão, com maior teor de proteína, acompanhando uma mudança no perfil de consumo.
A busca por produtos proteicos
A valorização das proteínas ganhou força à medida que as pessoas passaram a adotar no dia a dia hábitos mais saudáveis, priorizando produtos equilibrados na alimentação.
O chamado ‘efeito Mounjaro’ também impulsiona esse movimento. Com a redução do apetite e porções cada vez menores, cresce o interesse por alimentos capazes de oferecer nutrientes. Nesse cenário, chefs e padeiros buscam equilibrar valor nutricional e sabor.
As novas farinhas com proteína
Entre as novidades apresentadas na Feira Internacional de Panificação e Confeitaria (FIPAN), que aconteceu de 21 a 24 de julho, em São Paulo, a Bunge lançou a farinha de trigo Rosa Branca Premium Proteína. De acordo com o fabricante, o produto contém 20 gramas de proteína por 100 gramas.
Mais do que elevar o teor proteico, a meta é manter a experiência de consumo. Fernanda Louvise, diretora de marketing e produtos da Bunge, afirma que o desenvolvimento buscou eliminar o gosto residual comum em alimentos desse tipo, preservando cor, textura e sabor.
Na mesma linha, a Lorenz apresentou uma pré-mistura sem glúten que reúne diversos amidos para conservar maciez e umidade, que são facilmente perdidas ao mexer na composição do pão.
Já Nita, empresa situada no Porto de Santos, conhecida por oferecer soluções para a panificação, também ampliou seu portfólio com um produto fonte do nutriente.
Desenvolvida com a tecnologia da empresa austríaca Backaldrin, a nova mistura para preparo de pães com proteínas e fibras desembarca no Brasil garantindo 15g de proteínas e ainda 5,1g de fibras a cada 100g do alimento.


